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quinta-feira, 9 de abril de 2015
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
"A solução para o nosso povo eu vou dar..."1
Ricardo Amorim avisou... semana passada? Não, em 2011. Ele avisou que a vida ia piorar para quem tinha condições? Não, ele avisou que ia piorar para quem tinha menos condições. Mas, repete aí, Amorim, qual é o remédio para segurar a inflação? O que é que tem que fazer para frear o preço do tomate, da energia elétrica e tudo o mais?
Ricardo Amorim: “No caso, o remédio é a elevação da taxa de juros, que, além de frear a atividade econômica, também funciona como um mecanismo concentrador de renda. Enquanto os mais pobres, normalmente, tem dívidas, cujo financiamento fica mais caro com a alta dos juros; os mais ricos tem aplicações financeiras, cuja rentabilidade sobe junto com os juros.”
E o que deveríamos fazer?
Amorim: “Para reacelerar o processo de redistribuição de renda no Brasil, [...] o governo precisaria, apenas, de mais duas medidas. Primeiro, aumentar investimentos em educação básica. [...] Além disso, o governo deveria reduzir seus gastos. Assim, diminuiria sua necessidade de financiamento, permitindo que os juros caíssem. Permitiria também a redução de impostos, que, no Brasil, penalizam os mais pobres com uma concentração de impostos sobre consumo.”
Texto completo: http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/aposentando-a-maquina-concentradora-de-renda-062011
1 Título por Raul Seixas: Aluga-se
terça-feira, 1 de abril de 2014
Deficiência
Mesmo se você é uma das mais de 3 milhões de pessoas que já assistiu a este vídeo, lhe diria que é proveitoso vê-lo, mais de uma vez inclusive.
É como se nos dissesse: "A questão não é se sua deficiência é visível ou invisível mas se você está fazendo algo para superá-la. E mais: se você está contribuindo gentilmente para que outro ser possa superar as suas."
Em outro post falávamos sobre capitalizar o humanismo... É o hábito que forma a mente saudável. Em tudo que se começa, sobretudo quando se começa o dia, é fundamental determinar valores e práticas, zerar os obstáculos mentais e físicos que nos separam daquela pessoa que queremos ser. Evidentemente cada um pode definir seus valores e práticas, de forma independente, tanto quanto o conseguir. Porém o vídeo como exemplo nos mostra que a pessoa que queremos ser dificilmente não passa pela pessoa que as pessoas querem que sejamos. E ao mostrá-lo, estabelece mais uma vez o modelo. Alguém pode achar que é piegas ou não se comover o suficiente, mas dificilmente seria porque esta pessoa viva sem ideais.
Quando alguém estuda, transforma sua passiva participação de telespectador para apropriador de tecnologia. estudar é se expor ao conteúdo mais de uma vez e trabalhar na interpretação dele. comportamento gera atitude e o que faz a atitude ser resiliente e grudar na sua personalidade é a repetição.
É como se nos dissesse: "A questão não é se sua deficiência é visível ou invisível mas se você está fazendo algo para superá-la. E mais: se você está contribuindo gentilmente para que outro ser possa superar as suas."
Em outro post falávamos sobre capitalizar o humanismo... É o hábito que forma a mente saudável. Em tudo que se começa, sobretudo quando se começa o dia, é fundamental determinar valores e práticas, zerar os obstáculos mentais e físicos que nos separam daquela pessoa que queremos ser. Evidentemente cada um pode definir seus valores e práticas, de forma independente, tanto quanto o conseguir. Porém o vídeo como exemplo nos mostra que a pessoa que queremos ser dificilmente não passa pela pessoa que as pessoas querem que sejamos. E ao mostrá-lo, estabelece mais uma vez o modelo. Alguém pode achar que é piegas ou não se comover o suficiente, mas dificilmente seria porque esta pessoa viva sem ideais.
Quando alguém estuda, transforma sua passiva participação de telespectador para apropriador de tecnologia. estudar é se expor ao conteúdo mais de uma vez e trabalhar na interpretação dele. comportamento gera atitude e o que faz a atitude ser resiliente e grudar na sua personalidade é a repetição.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Capitalizar a revolução humanista
Viver, amigo, é ser soldado1
2
3
A educação é uma construção horizontal, vertical, ética, lógica e empírica. A partir desta concepção, é melhor ser honesto do que genial. É melhor ser simples e inteligível do que ser complexo e revolucionário.
O simples fala a todos e pode, portanto, mudar o mundo. O complexo não dialoga com ninguém.
É o pragmatismo que nos diz: não há revolução sem metas. Isso implica, no mínimo, um prazo, um objetivo, dois planos, inúmeras preparações e, o principal, a execução antes da aurora.
Até quando você tem para terminar o que já deveria ter começado?
E quando, finalmente, nosso inimigo chegar - e ele nao está em toda parte? -, Seremos tão rápidos Que estivemos lá antes.
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1Epígrafe por Sêneca, Lúcio Anneo (2012). Aprendendo a Viver. Tradução de Lúcia Sá Rebello. L&PM. P. 98. Citação adaptada.
2Imagem por Lovering, Tom, captando escultura de Cochrane, Marco - Truth is Beauty.
3Música por Gabriel, O Pensador (2001). Até Quando? Sony: Seja Você Mesmo (mas não Seja sempre o Mesmo). Track Number 2.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Samuel Eggers
#VemPraRua
Cai um, vem dez.
Não será o mesmo, fará falta. Mas queremos melhor. Esse é nosso legado.
Qual é o melhor lado da história, Samuel? Isso é o que vamos tentar continuando descobrir.
É certo que é tempo de rebeldia, sem visão estreita, raivosa ou dogmática. Vamos lá, temos muito a mostrar e conquistar.
Old man, I am alive like you ARE
Véio, tou tão vivo quanto tu!
Texto dele: Sobre os "dois lados" da históriaNesses tempos complicados que vivemos, e que exigem atenção e pensamento crítico (será que existiu algum tempo que não fosse assim?), justa e frequentemente somos lembrados dos perigos de uma visão de mundo estreita, raivosa e dogmática. E o aviso mais frequentemente usado para nos lembrar disso é a frase "sempre existem dois lados". Eu detesto esta afirmação. Assim mesmo. Detesto-a por vários motivos. O mais pessoal é o cansaço que me dá de ouvir isso desde que me conheço por gente, ou seja, desde que aprendi a falar e me comunicar por meios verbais com o mundo ao meu redor. Seria bastante mesquinho da minha parte fundamentar meu desgosto com a afirmação acima baseado apenas em um sentimento pessoal, mas tenho argumentos mais racionais e epistemológicos para justificar-me. Acredito que falar nos "dois lados de uma questão" é um jeito líquido e certo de nos induzir a pensar em falsas dicotomias. Este enquadre mental de isso ou aquilo acaba por simplificar e limitar qualquer discussão a apenas duas possibilidades, não necessariamente antagônicas. Do meu tempo de calouro da faculdade, lembro das intermináveis e inúteis discussões "terapia cognitivo-comportamental vs. psicanálise" (também representada numa das paredes do nosso diretório com o dramático nome de "a psicanálise versus o resto do mundo"), ou mais recentemente, "médicos vs. outros profissionais da saúde" (dicotomia esta que o Conselho Federal de Medicina vem lamentavelmente incentivando, ao invés de fazer propostas mais interessantes do que a vitimização da classe que representa). Esta afirmação também é um insulto às nossas capacidades cognitivas, pois dá a entender que nós vemos apenas metade do mundo, como se permanentemente tivéssemos um dos olhos vendados, e sempre enxergássemos ou a direita, ou a esquerda. Acredito ser mais adequado dizer que sempre enxergamos o mundo como uma totalidade, mas que, por causa de nossas histórias pessoais, tendemos a priorizar alguma forma de informação do que outras. Isto organizará nossos processos de tomada de decisão de maneiras bastante distintas, e portanto produzirá efeitos diferentes no mundo. Toda visão de mundo, por ser um produto da mente humana, é criada com base em uma compreensão limitada, e que não consegue apreender todas as informações disponíveis no universo cognoscível (isto é - que podemos de fato conhecer). Ainda assim, isto não quer dizer que as visões de mundo não são completas em si mesmo, por que baseadas em uma compreensão limitadas dos fatos como são, seus efeitos ainda serão globais. Por fim, a teoria dos dois lados da verdade dá a entender que o melhor caminho para resolver qualquer disputa é o meio termo, ou a união das duas partes, e que não há nenhuma outra possibilidade de síntese. Para ficar em uma discussão que domino um pouco melhor, a solução para o debate "TCC vs. psicanálise" não é incentivar terapeutas cognitivos a trabalharem o Édipo de seus pacientes como sendo uma "crença disfuncional" distinta, nem os psicanalistas usarem o diálogo socrático ao invés da associação livre. Cada teoria, além de conter todos os componentes necessários para realizar intervenções, é baseada em fundamentos epistemológicos diferentes, e misturá-los significa confundir o raciocínio clínico por trás da intervenção. Em outras palavras, não vai ser "olhando os dois lados" que vai resolver essa questão. Embora às vezes a síntese é a fusão dos "dois lados", na maioria dos casos é necessário usar uma boa dose de pensamento lateral, e procurar a transcendência da questão em outras bandas, o que significa ir além dos dois pontos de vista à disposição. Acredito que, para além de ficar falando "que toda questão tem dois lados", é necessário pensar nos objetivos que nos guiam. Tenho a impressão que, na maioria das discussões que vejo, a preocupação maior é em estar certo - o objetivo dos debatedores é causar o efeito de mostrar para o mundo que eles sabem mais do que os outros sobre o objeto da discussão, e que é secundário fazer algo de concreto. Acho que não estou dizendo nenhuma novidade com isto. O que eu acredito que o papo de "olhar os dois lados da história" tenta incentivar (e fracassa miseravelmente) é uma postura mais aberta aos fatos do mundo, de que há mais de uma maneira de ver uma situação-problema. Podemos começar a fazer isto abandonando essa mania chata de pensar em dicotomias o tempo todo. Disponível em: http://tempoderebeldia.blogspot.de/2013/09/sobre-os-dois-lados-da-historia.html 2013-09-13
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Desejo de poder
O desejo de poder
É o desejo de dizer não.
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domingo, 11 de abril de 2010
Para acabar de vez com algumas Psicologias (quase todas)
Quem controla as emoções e os afetos das pessoas detém o mundo.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Não quero um amor que diz espere...
Quero um amor que me diz traia.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Guerra
"¿Revolución sin tiros? ¡Estás loco, Petiso!"
---
Frase por Ernesto Che Guevara.
Música de John Wright - Hello Vietnam.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Laços de Família
"A melhor definição do amor não vale um beijo de moça namorada; e, se bem me lembro, um filósofo antigo demonstrou o movimento andando" Uma das habituais machadadas, em seu 'Espelho: fundamental é a segunda alma, construída a partir dos reconhecimentos. Reconhecer é onirrevelar o valor. É, portanto, fazer dele uma experimentação.
*
Wes Anderson's Darjeeling Limited and Phil Morrison's Junebug.
Mas não é preciso ir tão longe. Toda a pessoalidade é feita por nós.
Então basta amar o desconhecido? Talvez seja mais pungente amar o ignorado.
Não é engraçado que um e outro briguem e discutam para julgar de que outro foi a irritação que começou a me irritar? E que se batalhe pela última negação, mesmo que ela seja 'sim, senhora' (não estamos no ponto de confundir afirmações com sins, não é mesmo? A ironia é clara, no tom de voz frustrado de quem diz reconhecer no outro uma senhoria - a mesma voz que proclama, ressentido: estou amando! querendo mostrar, com isso, que está à mando, e que não está sendo amado, que não passa de um... ignorado).
Não é lindo quando estes silêncios dizem tudo? Nós, os últimos dos ressentidos, sentamos lado a lado, negociando dores invisíveis, caladas e pouco disfarçadas, porque o Natal não nos trouxe outras máscaras, que não as velhas conhecidas, as familiares. Como ser um estupendo ator para um público íntimo? Adivinham todos os teus trejeitos, metade por serem os deles também.
Muitos de nós fazem o extremo esforço de esquecer alguma coisa. Só podemos realmente esquecer de alguma coisa se ela esteve em nossa memória (por isso pouco se diz que esquecemos do que imediatamente vemos ou ouvimos, quando é o caso, ignoramos; ou que esqueçamos aquilo a que nossa atenção se presta, quando é o caso, dizemos distrair; o que se perde não é a percepção sensória nem a capacidade atencional, que são por si próprias fugazes e mutáveis em relação a seus objetos, mas a percepção mnêmica, a percepção de uma impressão que deveria estar gravada em algum lugar, só não sabemos
qual - os esquecimentos são feitos através de rupturas ou enfraquecimentos dos vínculos neuronais), isto é, conceitualmente, só esquecemos de algo
que nos foi familiar. De algo passado e importante o suficiente, algo que se soube.
Inocentes, talvez ainda haja. Aqueles que não se sentem amados e não desejam o ser.
Humilhar com ternura é o jogo dos senhores. Dos que almejam possuir, ganhar. É um tipo de processo educacional. Fazem do orgulho, aquele animal selvagem, um incompetente caçador. Mendiga, então, as migalhas dos olhares, das palavras, come sofregamente na mão, e a lambe. Mas os que renunciaram ao orgulho ou os que nunca o conheceram não são domesticados. Lambem a mão por selvageria ou amor puro.
Lancinante.
-----
* The Cranberries - Ode to my family
*
Wes Anderson's Darjeeling Limited and Phil Morrison's Junebug.
Mas não é preciso ir tão longe. Toda a pessoalidade é feita por nós.
Então basta amar o desconhecido? Talvez seja mais pungente amar o ignorado.
Não é engraçado que um e outro briguem e discutam para julgar de que outro foi a irritação que começou a me irritar? E que se batalhe pela última negação, mesmo que ela seja 'sim, senhora' (não estamos no ponto de confundir afirmações com sins, não é mesmo? A ironia é clara, no tom de voz frustrado de quem diz reconhecer no outro uma senhoria - a mesma voz que proclama, ressentido: estou amando! querendo mostrar, com isso, que está à mando, e que não está sendo amado, que não passa de um... ignorado).
Não é lindo quando estes silêncios dizem tudo? Nós, os últimos dos ressentidos, sentamos lado a lado, negociando dores invisíveis, caladas e pouco disfarçadas, porque o Natal não nos trouxe outras máscaras, que não as velhas conhecidas, as familiares. Como ser um estupendo ator para um público íntimo? Adivinham todos os teus trejeitos, metade por serem os deles também.
Muitos de nós fazem o extremo esforço de esquecer alguma coisa. Só podemos realmente esquecer de alguma coisa se ela esteve em nossa memória (por isso pouco se diz que esquecemos do que imediatamente vemos ou ouvimos, quando é o caso, ignoramos; ou que esqueçamos aquilo a que nossa atenção se presta, quando é o caso, dizemos distrair; o que se perde não é a percepção sensória nem a capacidade atencional, que são por si próprias fugazes e mutáveis em relação a seus objetos, mas a percepção mnêmica, a percepção de uma impressão que deveria estar gravada em algum lugar, só não sabemos
qual - os esquecimentos são feitos através de rupturas ou enfraquecimentos dos vínculos neuronais), isto é, conceitualmente, só esquecemos de algo
que nos foi familiar. De algo passado e importante o suficiente, algo que se soube.
Inocentes, talvez ainda haja. Aqueles que não se sentem amados e não desejam o ser.
Humilhar com ternura é o jogo dos senhores. Dos que almejam possuir, ganhar. É um tipo de processo educacional. Fazem do orgulho, aquele animal selvagem, um incompetente caçador. Mendiga, então, as migalhas dos olhares, das palavras, come sofregamente na mão, e a lambe. Mas os que renunciaram ao orgulho ou os que nunca o conheceram não são domesticados. Lambem a mão por selvageria ou amor puro.
Lancinante.
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quinta-feira, 20 de março de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Política (um título pouco satisfatório para um texto pouco satisfatório)
Durantes estas duas semanas, a proposta vai ser quase simplesmente fazer uma viagem (vai ser uma viagem com uma pequena introdução). O poste está dedicado a Sandro do Nascimento, outro incompreendido artista contemporâneo. O agradecimento é ao Daniel Dutra e à Talita Tibola, que hoje em dia são as pessoas que mais me dão o que pensar.
Assim como um artista sente no íntimo a irrevogável conveniência de mudar de estilo, também sente o vivente (até um simples silogismo aristotélico corrobora isso). Durante muito tempo me calar foi o modo que encontrei para poder estar contigo. Mas queres também minha voz intrusa e delicada. O riso que esgarça tua carne, escarnecida. As lágrimas que te louvam, demonstrando geometricamente a diferença entre tua presença e tua ausência, teu amor e tua indiferença. Não estás pronta, não é motivo pra te jogar fora. Talvez nunca estejas, ainda assim. É muito certo que te machucar seja o meu último recurso, mais último que morrer, esta crisálida, devir-borboleta, não sei dizer melhor 'que dizes. No seu limite e no meu limite é que nos encontramos. E se nossa relação real é superficial porque não sabemos nos comunicar, mostrar que nos amamos, para além dos estereotipos (os tipos estéreis, duros) - 'você não me entende', 'você me irrita', 'você não me dá atenção', quais mais temos? -, há algo de nossa relação profunda que não me permite ser sem ti. Agradeço então por existir em minhas fantasias, ser para mim mais do que o comunicável. A vida é um texto, e todo texto se presta a que, depois dele, a vida nunca mais seja a mesma. Sei que isso não acontece senão imperceptivelmente, e por isso nada me tem sido mais insosso que a distância dos corpos transformada em palavras. Não são essas as borboletas que queríamos. Ser ambíguo é meu jeito de ir além dos limites. Na verdade, não sei o teu. A impressão que tenho é constantemente essa, de que a gente não se conhece, senão pelos estereótipos. Algo acontece quando o fim é muito premente mas os meios não fluem. Eu me encho de defesas, começo a dizer, fazer o contrário do que penso mas nem por uma exata ironia.
Deixemos os prolegômenos para enfim viajar: http://radamesm.wordpress.com/2007/10/20/sou-tropa-de-elite
- comentário de um posto do Radamés Manosso, alguém que é mais do que um produtor de conteúdos educacionais para internet. Vamos conhecê-lo?
Assim como um artista sente no íntimo a irrevogável conveniência de mudar de estilo, também sente o vivente (até um simples silogismo aristotélico corrobora isso). Durante muito tempo me calar foi o modo que encontrei para poder estar contigo. Mas queres também minha voz intrusa e delicada. O riso que esgarça tua carne, escarnecida. As lágrimas que te louvam, demonstrando geometricamente a diferença entre tua presença e tua ausência, teu amor e tua indiferença. Não estás pronta, não é motivo pra te jogar fora. Talvez nunca estejas, ainda assim. É muito certo que te machucar seja o meu último recurso, mais último que morrer, esta crisálida, devir-borboleta, não sei dizer melhor 'que dizes. No seu limite e no meu limite é que nos encontramos. E se nossa relação real é superficial porque não sabemos nos comunicar, mostrar que nos amamos, para além dos estereotipos (os tipos estéreis, duros) - 'você não me entende', 'você me irrita', 'você não me dá atenção', quais mais temos? -, há algo de nossa relação profunda que não me permite ser sem ti. Agradeço então por existir em minhas fantasias, ser para mim mais do que o comunicável. A vida é um texto, e todo texto se presta a que, depois dele, a vida nunca mais seja a mesma. Sei que isso não acontece senão imperceptivelmente, e por isso nada me tem sido mais insosso que a distância dos corpos transformada em palavras. Não são essas as borboletas que queríamos. Ser ambíguo é meu jeito de ir além dos limites. Na verdade, não sei o teu. A impressão que tenho é constantemente essa, de que a gente não se conhece, senão pelos estereótipos. Algo acontece quando o fim é muito premente mas os meios não fluem. Eu me encho de defesas, começo a dizer, fazer o contrário do que penso mas nem por uma exata ironia.
Deixemos os prolegômenos para enfim viajar: http://radamesm.wordpress.com/2007/10/20/sou-tropa-de-elite
- comentário de um posto do Radamés Manosso, alguém que é mais do que um produtor de conteúdos educacionais para internet. Vamos conhecê-lo?
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