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quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Sobre Sonhos e Lutas
O caso não parece ser
Que nunca realmente sabemos aonde estamos indo
Até já termos ido?
Venha comigo
Eu não pedi por mãos intactas
"Eles pavimentam o paraíso
E abrem vaga de estacionamento
Não te parece que
não sabemos o que temos
Até não termos mais?
Eles cortam todas as árvores
Para fazer um museu das árvores"1
E te cobram pela natureza morta
Onde você vai deixar seus sonhos?
Por que você vai abandoná-los agora?
Eu prefiro os fortes aos bonitos
Por que você está escondendo seus sonhos?
Venha comigo,
Eu não espero pessoas intactas
Prefiro as que lutam por seus sonhos
E se despedaçam no caminho
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1 Music by: Mitchell, Joni (1970). Big Yellow Taxi. Ladies of the Canyon. Track 10.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Rumo ao nada, com tudo como caminho
2
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1 Image by: Wallyir (2010). Com texto e montagem de Guilherme Henz Franco (2016).
2 Music by: Cartola (1978). Preciso me encontrar. Letra de Candeia (1976).
sábado, 23 de janeiro de 2016
Noite
“Vem, Noite, antiquíssima e idêntica“1
Também tu és nada -
No entanto, lança teu manto
Sobre o nada que somos.
Redime a falta de tudo
Com nada.
Vem e aplaca
A angústia do impossível.
Vem e ensina
A ser nada com calma.
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1 Quote by: Pessoa, Fernando "Álvaro Campos" (1914). Dois Excertos de Odes (Fins de duas odes, naturalmente). In: http://arquivopessoa.net/textos/124 (2016).
2 Image by: Goya, Francisco (1823). In: http://www.wikiart.org/en/francisco-goya/inquisition-scene-1819#supersized-artistPaintings-194050
sábado, 27 de dezembro de 2014
A diferença entre a alegria e a tristeza é o amor
The difference between joy and sorrow is love
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1 Image by: Carris (2014). "Look how much happier they look!" Acessed in 2014-12-27 at: http://imgur.com/JPFOMOe
Marcadores:
abandono,
amor,
desaforismo,
ética,
inteligibilidade,
mudança,
presa,
revolução,
romantismo,
simplicidade,
sublimação,
triunfo
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Space Oddity, Odisseia Espacial
Tanto a busca pela realidade
quanto o gosto pela fantasia
encontram o mesmo fim:
uma cova comum
com um epitáfio ilusório
1 2
-
3 From M. T.'s testament:
"...There must be a control, specially one from the ground, which is safe. Someone check that. Take the pills, 'cause the food we produce is not nutritive anymore, and the edible lifeforms are rare. Those pills will also let you centered on your mission, which is not your chosen mission, is the mission that we designed and designated for you. The pills will avoid distractions and attention driven to your unknown side, which is disturbing and not really you. Turn the engine, 'cause we'll need a lot of automatic resources. It will lead us ahead. We need the machines to produce us what is vital. Now we can ride in a stunning velocity, even though we cannot feel it. The sky and the Earth are blue, and I can barely breathe..."
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1 Image by: Kubrick, Stanley (1968). 2001: a Space Odissey. MGM.
2 Music by: Ramil, Vitor (2000). Estrela, estrela. Satolep Music: Tambong. Track 12.
3 Quote by: Tom, Major (2029). Testament. In: Jones, Davy (1969). Space Oddity. Mercury: David Bowie. Track 1.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Adeus, solidão!
1
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
----
Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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1 Image by: Lilian Maus - N28 A-B, série Área de cultivo
2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
----
Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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1 Image by: Lilian Maus - N28 A-B, série Área de cultivo
2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
Marcadores:
abandono,
altruísmo,
amor,
codependência,
dança,
drogas,
epistemologia,
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morte,
paradigma,
psicologia social,
revolução,
solidão,
tradução,
vício
terça-feira, 30 de julho de 2013
Andar para frente é deixar para trás
1
3
---
1 Quote by: Laozi - The Tao Te King. Translated by James Legge.
2 Music by: Os Paralamas do Sucesso (1999) - "Tendo a Lua". EMI Music: Acústico MTV. Track Number 13.
3 Image by: Wandering Soul Eddie - Ship Wreck Black Nab
2"guard against all fulness"
3
---
To walk forward is to leave behind
1 Quote by: Laozi - The Tao Te King. Translated by James Legge.
2 Music by: Os Paralamas do Sucesso (1999) - "Tendo a Lua". EMI Music: Acústico MTV. Track Number 13.
3 Image by: Wandering Soul Eddie - Ship Wreck Black Nab
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A vida é muito curta para cometer um engano
A vida é muito curta para se arrepender
(Só há enganos enquanto a mente entende
Que é capaz de entender)
A vida é muito curta para construir uma razão
A vida é muito curta para viver sem emoção
Você sabe, quando você vai -
Tudo o que sei
É que seu nariz
É meu engano mais feliz
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
domingo, 6 de dezembro de 2009
O que mais me assusta
E o que mais me causa medo
é o poder que tenho de te deixar triste.
Uau... Depois que pulei, é que me ocorreu...
A vida é perfeita - a vida é a melhor, cheia de magia, beleza, oportunidade e... televisão!... E surpresas ... montes de surpresas, sim. E então há o melhor, claro - melhor do que qualquer coisa que qualquer um tenha feito, porque é real...
Você pega um estranho pela mão -
Um homem que não entende
Seus sonhos mais selvagens
Você atravessa a areia suja
E oferece-lhe um oceano
Do que ele nunca viu...
Talvez eu fosse cego
Ou eu, eu poderia ter fechado os olhos,
Talvez eu fosse bobo,
Mas o que eu esqueci de dizer,
Se você não sabe,
É nunca me deixe ir.
Nunca me deixe ir
Nunca me deixe ir
Nunca me deixe ir
...Você corre do amor e não acredita,
A não ser que lhe pegue pelo calcanhar,
E, mesmo assim, você luta
Pelo vermelho eu aprendi a cruzar a orla
Suas pegadas ainda lá na areia
Tudo o mais pela maré tragado...
Eu posso não estar sozinho
Oh, eu, talvez tenha encontrado meu lar
Posso ter perdido meu caminho
Mas o que esqueci de dizer,
No caso de você não saber...
...Nunca me deixe ir
...Nunca me deixe ir...
...Nunca me deixe ir...
-
U2 & The Mdh Band - Never Let Me Go
é o poder que tenho de te deixar triste.
Uau... Depois que pulei, é que me ocorreu...
A vida é perfeita - a vida é a melhor, cheia de magia, beleza, oportunidade e... televisão!... E surpresas ... montes de surpresas, sim. E então há o melhor, claro - melhor do que qualquer coisa que qualquer um tenha feito, porque é real...
Você pega um estranho pela mão -
Um homem que não entende
Seus sonhos mais selvagens
Você atravessa a areia suja
E oferece-lhe um oceano
Do que ele nunca viu...
Talvez eu fosse cego
Ou eu, eu poderia ter fechado os olhos,
Talvez eu fosse bobo,
Mas o que eu esqueci de dizer,
Se você não sabe,
É nunca me deixe ir.
Nunca me deixe ir
Nunca me deixe ir
Nunca me deixe ir
...Você corre do amor e não acredita,
A não ser que lhe pegue pelo calcanhar,
E, mesmo assim, você luta
Pelo vermelho eu aprendi a cruzar a orla
Suas pegadas ainda lá na areia
Tudo o mais pela maré tragado...
Eu posso não estar sozinho
Oh, eu, talvez tenha encontrado meu lar
Posso ter perdido meu caminho
Mas o que esqueci de dizer,
No caso de você não saber...
...Nunca me deixe ir
...Nunca me deixe ir...
...Nunca me deixe ir...
-
U2 & The Mdh Band - Never Let Me Go
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Guerra
"¿Revolución sin tiros? ¡Estás loco, Petiso!"
---
Frase por Ernesto Che Guevara.
Música de John Wright - Hello Vietnam.
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morte,
revolução
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Filósofos-Artistas
Estão perdidos.

Incidental art by Pirates of the Caribbean: At World's End -
Citation of Barbossa, Hector.

"Aye, we're good and lost now... For sure, you have to be lost to find a place that can't be found..."
Incidental art by Pirates of the Caribbean: At World's End -
Citation of Barbossa, Hector.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
É quase o caso de afogar em fogo
Sou tão íntimo como nem tuas entranhas.
Você é o mundo pelo qual perambulo, inesgotável labirinto.
Poderia dizer que nunca lembro de ti.
Seria tão exato quanto dizer que nunca te esqueço.
Antes de ti, havia em mim uma solidão enorme.
Você deu fim a ela dizendo: dorme.
Quando nos despedimos, ela voltou, maior e com mais fome.
E a cada vez que te vejo novamente, ela não some,
Mas aumenta porque não sabemos ser amantes.
Quanto mais perto estamos, mais palpável é nos sentir distantes.
A solução para mim é encontrar alguém com uma solidão semelhante,
Que inclusive contenha, como eu, uma solidão de si, solidão dançante,
Que se autoabandone e se traia comigo, periodicamente.
Você é o mundo pelo qual perambulo, inesgotável labirinto.
Poderia dizer que nunca lembro de ti.
Seria tão exato quanto dizer que nunca te esqueço.
Antes de ti, havia em mim uma solidão enorme.
Você deu fim a ela dizendo: dorme.
Quando nos despedimos, ela voltou, maior e com mais fome.
E a cada vez que te vejo novamente, ela não some,
Mas aumenta porque não sabemos ser amantes.
Quanto mais perto estamos, mais palpável é nos sentir distantes.
A solução para mim é encontrar alguém com uma solidão semelhante,
Que inclusive contenha, como eu, uma solidão de si, solidão dançante,
Que se autoabandone e se traia comigo, periodicamente.
sábado, 5 de maio de 2007
070424
Estou parindo alguém de mim. Não é que doa ter que mudar, criar novos hábitos, estar inseguro; dói é ser ainda alguém que não se encaixa mais no mundo. O que dói é este eu que morre enquanto pare, e que resiste à morte, não quer ir. Às vezes penso que eu mesmo queria completude, permanência. Se nós dois soubéssemos ser o mundo, não precisaríamos nos despedir. Às vezes eu nem mais sei o que é o ideal, só sei que estranho o real, estranho o amor dos outros, estranho o amor meu. Não reconheço nada disso, nem mundo, nem amigos, nem o amor, companheiro tão íntimo e de longa data, não reconheço a mim próprio. Achei este pensamento em redor de minhas confusões, e ele parece muito apropriado: se faltam meios, é porque não há fins. De novo eu pergunto pelo meu fim; às vezes nem minha ambigüidade parece capaz de me ajudar. É que ainda não sou ambíguo o suficiente. Estou muito acostumado a viver à beira do máximo. Pelo menos há agora ainda um máximo, embora não seja um máximo de conforto, de alegria ou de prazer. Mas eu sei que sei afirmar cada bobagem e cada coisa terrível, e, enquanto eu tiver esta crença travestida de saber eu vou tentar. Morro ainda jovem, para poder nascer de novo, e ser mais jovem ainda. Morro para não contar nada além de minha liberdade. Quero amar como nós somos. Se você souber ainda sorrir para mim...
Como a liberdade não vai ser o melhor?
É isso, para não ver quanto sou livre
Eu tive que me ater ao dado;
mas há o jogo. Se eu quero te machucar?
Se assim podemos ser felizes?
Me machuca que eu serei ainda feliz.
Nós próprios somos o mal e o remédio.
Há um detalhe perdido num instante
Que faz toda a vida valer a pena.
É isso, e você os tem.
Não são meus, mas você os acha.
Quero que não sejam meus.
Na verdade, eu quero não ser perfeito.
Dou-te a tua liberdade.
Se não vivo o máximo,
é ocasião de ser o máximo.
Abro bem meus olhos,
aprumo minha coluna,
Estou pronto para todos os desejos
Os seus e os meus.
Como a liberdade não vai ser o melhor?
É isso, para não ver quanto sou livre
Eu tive que me ater ao dado;
mas há o jogo. Se eu quero te machucar?
Se assim podemos ser felizes?
Me machuca que eu serei ainda feliz.
Nós próprios somos o mal e o remédio.
Há um detalhe perdido num instante
Que faz toda a vida valer a pena.
É isso, e você os tem.
Não são meus, mas você os acha.
Quero que não sejam meus.
Na verdade, eu quero não ser perfeito.
Dou-te a tua liberdade.
Se não vivo o máximo,
é ocasião de ser o máximo.
Abro bem meus olhos,
aprumo minha coluna,
Estou pronto para todos os desejos
Os seus e os meus.
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