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sábado, 22 de julho de 2017
A arte mais fácil
A arte de perder não é difícil de aprender:
Tantas são as coisas feitas para serem perdidas
Que perdê-las não é nenhum desatre.
Perca algo hoje. Perca algo todo o dia.
Aceite o não saber das chaves e o gasto dos escassos minutos:
A arte de perder não é difícil de aprender.
Então pratique perder mais, perder mais rápido:
Lugares, e nomes e onde é que querias ir.
Nada disso lhe será desastre.
Eu perdi o relógio de minha mãe.
E olhe! Minha última, ou quase-última
Amada casa foi-se. Não é difícil!
Perdi duas amáveis cidades.
E mundos, reinos inteiros!
Senti sua falta, mas quedo intacto.
Até mesmo perder você, o que mais amo...
Não devo mentir!
Muito embora tudo o que se perca
Uma catástrofe nos pareça -
É muito evidente,
Nada é mais fácil do que a arte de perder!
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Original Poem by: Bishop, Elizabeth. The Complete Poems: 1927–1979 (Farrar, Straus, and Giroux, 1983)
Tradução por: Franco, Guilherme Henz.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Rumo ao nada, com tudo como caminho
2
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1 Image by: Wallyir (2010). Com texto e montagem de Guilherme Henz Franco (2016).
2 Music by: Cartola (1978). Preciso me encontrar. Letra de Candeia (1976).
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Capitalizar a revolução humanista
Viver, amigo, é ser soldado1
2
3
A educação é uma construção horizontal, vertical, ética, lógica e empírica. A partir desta concepção, é melhor ser honesto do que genial. É melhor ser simples e inteligível do que ser complexo e revolucionário.
O simples fala a todos e pode, portanto, mudar o mundo. O complexo não dialoga com ninguém.
É o pragmatismo que nos diz: não há revolução sem metas. Isso implica, no mínimo, um prazo, um objetivo, dois planos, inúmeras preparações e, o principal, a execução antes da aurora.
Até quando você tem para terminar o que já deveria ter começado?
E quando, finalmente, nosso inimigo chegar - e ele nao está em toda parte? -, Seremos tão rápidos Que estivemos lá antes.
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1Epígrafe por Sêneca, Lúcio Anneo (2012). Aprendendo a Viver. Tradução de Lúcia Sá Rebello. L&PM. P. 98. Citação adaptada.
2Imagem por Lovering, Tom, captando escultura de Cochrane, Marco - Truth is Beauty.
3Música por Gabriel, O Pensador (2001). Até Quando? Sony: Seja Você Mesmo (mas não Seja sempre o Mesmo). Track Number 2.
Marcadores:
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honestidade,
inteligibilidade,
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presente,
revolução,
simplicidade,
sol,
solidão,
transparência
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Adeus, solidão!
1
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
----
Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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1 Image by: Lilian Maus - N28 A-B, série Área de cultivo
2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
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Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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1 Image by: Lilian Maus - N28 A-B, série Área de cultivo
2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
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