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sábado, 22 de julho de 2017
A arte mais fácil
A arte de perder não é difícil de aprender:
Tantas são as coisas feitas para serem perdidas
Que perdê-las não é nenhum desatre.
Perca algo hoje. Perca algo todo o dia.
Aceite o não saber das chaves e o gasto dos escassos minutos:
A arte de perder não é difícil de aprender.
Então pratique perder mais, perder mais rápido:
Lugares, e nomes e onde é que querias ir.
Nada disso lhe será desastre.
Eu perdi o relógio de minha mãe.
E olhe! Minha última, ou quase-última
Amada casa foi-se. Não é difícil!
Perdi duas amáveis cidades.
E mundos, reinos inteiros!
Senti sua falta, mas quedo intacto.
Até mesmo perder você, o que mais amo...
Não devo mentir!
Muito embora tudo o que se perca
Uma catástrofe nos pareça -
É muito evidente,
Nada é mais fácil do que a arte de perder!
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Original Poem by: Bishop, Elizabeth. The Complete Poems: 1927–1979 (Farrar, Straus, and Giroux, 1983)
Tradução por: Franco, Guilherme Henz.
sábado, 3 de dezembro de 2016
As 6 grandes nobres verdades de Tim Maia
1. Ninguém pode viver para sempre.
2. Ninguém sabe como o outro se sente.
3. Ninguém pode dar as respostas.
4. Ninguém pode brincar senão pra valer.
5. Não existe o perfeito, não tem deus nem paraíso.
6. Não existe o errado, não tem diabo nem inferno.
1
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1 Music by: Maia, Tim (1976). Nobody can live forever. Polydor. Track 6
sábado, 23 de janeiro de 2016
Noite
“Vem, Noite, antiquíssima e idêntica“1
Também tu és nada -
No entanto, lança teu manto
Sobre o nada que somos.
Redime a falta de tudo
Com nada.
Vem e aplaca
A angústia do impossível.
Vem e ensina
A ser nada com calma.
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1 Quote by: Pessoa, Fernando "Álvaro Campos" (1914). Dois Excertos de Odes (Fins de duas odes, naturalmente). In: http://arquivopessoa.net/textos/124 (2016).
2 Image by: Goya, Francisco (1823). In: http://www.wikiart.org/en/francisco-goya/inquisition-scene-1819#supersized-artistPaintings-194050
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Space Oddity, Odisseia Espacial
Tanto a busca pela realidade
quanto o gosto pela fantasia
encontram o mesmo fim:
uma cova comum
com um epitáfio ilusório
1 2
-
3 From M. T.'s testament:
"...There must be a control, specially one from the ground, which is safe. Someone check that. Take the pills, 'cause the food we produce is not nutritive anymore, and the edible lifeforms are rare. Those pills will also let you centered on your mission, which is not your chosen mission, is the mission that we designed and designated for you. The pills will avoid distractions and attention driven to your unknown side, which is disturbing and not really you. Turn the engine, 'cause we'll need a lot of automatic resources. It will lead us ahead. We need the machines to produce us what is vital. Now we can ride in a stunning velocity, even though we cannot feel it. The sky and the Earth are blue, and I can barely breathe..."
---------------------------------------
1 Image by: Kubrick, Stanley (1968). 2001: a Space Odissey. MGM.
2 Music by: Ramil, Vitor (2000). Estrela, estrela. Satolep Music: Tambong. Track 12.
3 Quote by: Tom, Major (2029). Testament. In: Jones, Davy (1969). Space Oddity. Mercury: David Bowie. Track 1.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Adeus, solidão!
1
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
----
Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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1 Image by: Lilian Maus - N28 A-B, série Área de cultivo
2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
----
Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Samuel Eggers
#VemPraRua
Cai um, vem dez.
Não será o mesmo, fará falta. Mas queremos melhor. Esse é nosso legado.
Qual é o melhor lado da história, Samuel? Isso é o que vamos tentar continuando descobrir.
É certo que é tempo de rebeldia, sem visão estreita, raivosa ou dogmática. Vamos lá, temos muito a mostrar e conquistar.
Old man, I am alive like you ARE
Véio, tou tão vivo quanto tu!
Texto dele: Sobre os "dois lados" da históriaNesses tempos complicados que vivemos, e que exigem atenção e pensamento crítico (será que existiu algum tempo que não fosse assim?), justa e frequentemente somos lembrados dos perigos de uma visão de mundo estreita, raivosa e dogmática. E o aviso mais frequentemente usado para nos lembrar disso é a frase "sempre existem dois lados". Eu detesto esta afirmação. Assim mesmo. Detesto-a por vários motivos. O mais pessoal é o cansaço que me dá de ouvir isso desde que me conheço por gente, ou seja, desde que aprendi a falar e me comunicar por meios verbais com o mundo ao meu redor. Seria bastante mesquinho da minha parte fundamentar meu desgosto com a afirmação acima baseado apenas em um sentimento pessoal, mas tenho argumentos mais racionais e epistemológicos para justificar-me. Acredito que falar nos "dois lados de uma questão" é um jeito líquido e certo de nos induzir a pensar em falsas dicotomias. Este enquadre mental de isso ou aquilo acaba por simplificar e limitar qualquer discussão a apenas duas possibilidades, não necessariamente antagônicas. Do meu tempo de calouro da faculdade, lembro das intermináveis e inúteis discussões "terapia cognitivo-comportamental vs. psicanálise" (também representada numa das paredes do nosso diretório com o dramático nome de "a psicanálise versus o resto do mundo"), ou mais recentemente, "médicos vs. outros profissionais da saúde" (dicotomia esta que o Conselho Federal de Medicina vem lamentavelmente incentivando, ao invés de fazer propostas mais interessantes do que a vitimização da classe que representa). Esta afirmação também é um insulto às nossas capacidades cognitivas, pois dá a entender que nós vemos apenas metade do mundo, como se permanentemente tivéssemos um dos olhos vendados, e sempre enxergássemos ou a direita, ou a esquerda. Acredito ser mais adequado dizer que sempre enxergamos o mundo como uma totalidade, mas que, por causa de nossas histórias pessoais, tendemos a priorizar alguma forma de informação do que outras. Isto organizará nossos processos de tomada de decisão de maneiras bastante distintas, e portanto produzirá efeitos diferentes no mundo. Toda visão de mundo, por ser um produto da mente humana, é criada com base em uma compreensão limitada, e que não consegue apreender todas as informações disponíveis no universo cognoscível (isto é - que podemos de fato conhecer). Ainda assim, isto não quer dizer que as visões de mundo não são completas em si mesmo, por que baseadas em uma compreensão limitadas dos fatos como são, seus efeitos ainda serão globais. Por fim, a teoria dos dois lados da verdade dá a entender que o melhor caminho para resolver qualquer disputa é o meio termo, ou a união das duas partes, e que não há nenhuma outra possibilidade de síntese. Para ficar em uma discussão que domino um pouco melhor, a solução para o debate "TCC vs. psicanálise" não é incentivar terapeutas cognitivos a trabalharem o Édipo de seus pacientes como sendo uma "crença disfuncional" distinta, nem os psicanalistas usarem o diálogo socrático ao invés da associação livre. Cada teoria, além de conter todos os componentes necessários para realizar intervenções, é baseada em fundamentos epistemológicos diferentes, e misturá-los significa confundir o raciocínio clínico por trás da intervenção. Em outras palavras, não vai ser "olhando os dois lados" que vai resolver essa questão. Embora às vezes a síntese é a fusão dos "dois lados", na maioria dos casos é necessário usar uma boa dose de pensamento lateral, e procurar a transcendência da questão em outras bandas, o que significa ir além dos dois pontos de vista à disposição. Acredito que, para além de ficar falando "que toda questão tem dois lados", é necessário pensar nos objetivos que nos guiam. Tenho a impressão que, na maioria das discussões que vejo, a preocupação maior é em estar certo - o objetivo dos debatedores é causar o efeito de mostrar para o mundo que eles sabem mais do que os outros sobre o objeto da discussão, e que é secundário fazer algo de concreto. Acho que não estou dizendo nenhuma novidade com isto. O que eu acredito que o papo de "olhar os dois lados da história" tenta incentivar (e fracassa miseravelmente) é uma postura mais aberta aos fatos do mundo, de que há mais de uma maneira de ver uma situação-problema. Podemos começar a fazer isto abandonando essa mania chata de pensar em dicotomias o tempo todo. Disponível em: http://tempoderebeldia.blogspot.de/2013/09/sobre-os-dois-lados-da-historia.html 2013-09-13
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sábado, 20 de outubro de 2012
Morrer depois
Desfrutar da produção em vez de produzir mais era a ordem do dia... mas quem sempre pretendeu inebriar-se pode se contentar com tão pouco?
domingo, 11 de abril de 2010
Para acabar de vez com algumas Psicologias (quase todas)
Quem controla as emoções e os afetos das pessoas detém o mundo.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Guerra
"¿Revolución sin tiros? ¡Estás loco, Petiso!"
---
Frase por Ernesto Che Guevara.
Música de John Wright - Hello Vietnam.
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sábado, 7 de novembro de 2009
Filósofos amam a verdade
Nada é mais verdadeiro
'Que um amor não-correspondido.
'Que um amor não-correspondido.
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
Para te mostrar o que é força
Sóbrias sobreposições ainda não te embriagaram o suficiente para te fazer embarcar no maior detalhe do menor escrúpulo. A afirmação do teu ouvido fechará os olhos muito depois das reverbações do meu sussuro. Digo teu nome, você morde o ciúme, derrete porque há calor, e não há realidade que pare de engendrar um delírio esvoaçante. Pede a materialidade, porque está dopada de energia. Entre os dentes, escorre o sangue, vejo quando ergues o rosto, olhos insanos, risada saciada. Não me bastam tuas garras para acabar com o meu prazer, torne o mundo úmido, tépido, derrame a maciez. Vai, me suga como se eu pudesse explodir.
Não importa quão branca, quão loira, quanto azul você derrama, volto, quero mais, como se você fosse mais escura que o breu à sombra, e obrasse um cadáver de grandes órbitas ávidas a ver a vida. E não importa quão rubra, quão verde, quanta raiva despeje de ti, somos muito grandes para poder sucumbir. Esfrega, aperta, faze o que preferes, suja, desafia o meu amor de labirinto, maior que qualquer fio.
A vontade é um turbilhão que derruba e desvia qualquer parede. Não preciso de portas com a furiosa delicadeza, tão exata quanto o teu desejo.
Não importa quão branca, quão loira, quanto azul você derrama, volto, quero mais, como se você fosse mais escura que o breu à sombra, e obrasse um cadáver de grandes órbitas ávidas a ver a vida. E não importa quão rubra, quão verde, quanta raiva despeje de ti, somos muito grandes para poder sucumbir. Esfrega, aperta, faze o que preferes, suja, desafia o meu amor de labirinto, maior que qualquer fio.
A vontade é um turbilhão que derruba e desvia qualquer parede. Não preciso de portas com a furiosa delicadeza, tão exata quanto o teu desejo.
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