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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Sobre Sonhos e Lutas



O caso não parece ser

Que nunca realmente sabemos aonde estamos indo

Até já termos ido?



Venha comigo

Eu não pedi por mãos intactas



"Eles pavimentam o paraíso

E abrem vaga de estacionamento



Não te parece que

não sabemos o que temos

Até não termos mais?



Eles cortam todas as árvores

Para fazer um museu das árvores"1

E te cobram pela natureza morta



Onde você vai deixar seus sonhos?

Por que você vai abandoná-los agora?



Eu prefiro os fortes aos bonitos

Por que você está escondendo seus sonhos?



Venha comigo,

Eu não espero pessoas intactas

Prefiro as que lutam por seus sonhos

E se despedaçam no caminho



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1 Music by: Mitchell, Joni (1970). Big Yellow Taxi. Ladies of the Canyon. Track 10.



sábado, 13 de dezembro de 2014

Desgoverno



Governo Federal descumpre a lei e altera a lei para não ser incriminado (em crime de responsabilidade fiscal). Quarto poder (o povo e a opinião pública) assiste impassível, acreditando que só existem três poderes: http://www.revistaamalgama.com.br/11/2014/a-lei-ora-a-lei/

sábado, 31 de agosto de 2013

Maldade de espírito

1

É não saber diferenciar o melhor do suficiente.

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Evilness of spirit is not knowing to differentiate
the best from the sufficient

1 Image by: Joe Roberts - Horror/Nightmare's Reign

(2013-07-22)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Para te mostrar o que é força

Sóbrias sobreposições ainda não te embriagaram o suficiente para te fazer embarcar no maior detalhe do menor escrúpulo. A afirmação do teu ouvido fechará os olhos muito depois das reverbações do meu sussuro. Digo teu nome, você morde o ciúme, derrete porque há calor, e não há realidade que pare de engendrar um delírio esvoaçante. Pede a materialidade, porque está dopada de energia. Entre os dentes, escorre o sangue, vejo quando ergues o rosto, olhos insanos, risada saciada. Não me bastam tuas garras para acabar com o meu prazer, torne o mundo úmido, tépido, derrame a maciez. Vai, me suga como se eu pudesse explodir.
Não importa quão branca, quão loira, quanto azul você derrama, volto, quero mais, como se você fosse mais escura que o breu à sombra, e obrasse um cadáver de grandes órbitas ávidas a ver a vida. E não importa quão rubra, quão verde, quanta raiva despeje de ti, somos muito grandes para poder sucumbir. Esfrega, aperta, faze o que preferes, suja, desafia o meu amor de labirinto, maior que qualquer fio.
A vontade é um turbilhão que derruba e desvia qualquer parede. Não preciso de portas com a furiosa delicadeza, tão exata quanto o teu desejo.