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domingo, 2 de novembro de 2014
Nossa amiga, a disparidade econômica
No presente momento, o Congresso Nacional discute o aumento do seu próprio subsídio, via discussão do orçamento do Poder Judiciário. O solicitado pelo Judiciário é R$ 35,9 mil, mais de 20% acima dos atuais R$ 29,4 mil. O salário atual, R$29,4 mil, reprenta mais do que 40 vezes o que o salário mínimo. Normalmente o sálario do trabalhador médio tem sido sempre reajustado em correspondência à inflação oficial, que sequer mede a inflação real. Porque os mais altos salários públicos do país não deveriam seguir padrão semelhante? Todos aqueles que são favoráveis à diminuição da desigualdade de renda deveriam, por coerência lógica, ser favoráveis à tal proposta.
Ademais, qual é a moralidade de um grupo de pessoas que mede seu próprio desempenho? Qual é a moralidade de um grupo que decide sua própria remuneração? Devem os três poderes estarem sujeitos aos desejos do povo. Por que deveriam eles estar sujeitos à funcionamento diferente daquele aplicado ao restante da população? É de fato o que queremos, que um salário no Brasil consiga ser quase 50 vezes o valor do salário mínimo?
Por que não criamos um projeto de lei ou encabeçamos um referendo popular onde definimos que os reajustes do teto destas classes profissionais (as dos três poderes) sejam indexados a um critério objetivo, ao invés de ser discutido discricionariamente pelas próprias partes interessadas? Por que não, por exemplo, a um desempenho econômico condizente com o país? Por que não indexar os maximos subsídios à flutuação anual do PIB ou da inflação? Especialmente agora, onde o momento de um ajuste fiscal se aproxima.
É minha sugestão.
sábado, 1 de novembro de 2014
O findo debate eleitoral e o dilema político atual
Passadas as eleições, mas não sua ressaca, difícil é escolher a notícia da semana, tarefa da qual não devemos nos furtar. O uso que fizemos do período eleitoral, centrado largamente na falsa dicotomia de que o projeto de distribuição de renda era encarnado pela candidata Dilma e o de crescimento econômico o era pelo candidato Aécio falhou em nos fornecer um debate político claro e inequívoco. Isso porque deveria estar claro a todos que tanto a distribuição de renda já existente quanto o real aumento de renda de toda a população são indispensáveis. E o são por dois simples motivos: 1. Porque parte da população vive em condições deploráveis e que necessitam de uma intervenção imediata, grande e inteligente (que deve ir muito além do Bolsa-Família). 2. Porque o fracasso em aumentar a renda dos mais ricos termina por minar ou limitar o saneamento das condições supracitadas (a falha em angariar renda redunda em falta de renda a ser distribuída – é dizer: nem as condições de vida de uns nem a de outros aprimora-se).
É verdade que o aumento de renda dos mais ricos pode implicar em aumento da desigualdade social (ou mais precisamente, da disparidade econômica). E é por este motivo que torna-se necessário uma intervenção que seja, ao mesmo tempo, a mais rapidamente aplícavel, a mais ampla e aquela pela qual as pessoas com menos possibilidades consigam organizar-se em modos autossustentáveis.
Logo, tanto o primeiro projeto depende do segundo, quanto o segundo não deveria ser implementado sem o primeiro. E, evidentemente, ambos os projetos devem ser implementados pelo governo eleito, independente a qual partido pertença. Passado este ponto, o da falsa dicotomia, restaria-nos efetivamente discutir ambos os projetos, isto é, (1) qual é melhor método para fazer com aqueles que possuem menos recursos consigam organizar-se de modo autossutentável, e (2) qual é o melhor método para que a economia brasileira cresça.
Verdade é que nenhuma proposta pungente quanto ao projeto 1 (distribuição de renda) ganhou fôlego nos últimos anos, de modo que formou-se um certo consenso de que o Bolsa-Família e o Pronatec são de fato os melhores métodos dos quais se dispõe. Apresentar propostas de aprimoramento a estes programas e propostas alternativas a eles demandam maior tempo de exposição e argumentação. Por outro lado, o melhor método quanto ao projeto 2 (crescimento econômico) tem se mostrado muito claro em boa parte da mídia, há pelo menos dois anos, senão mais. Creio que devemos compilar as perspectivas críticas que surgiram nestes últimos anos, tanto para que o debate político prossiga, quanto para esclarecer ideias equivocadas, preconceituosas e completamente falsas que o debate eleitoral mal-intencionado (ou mal-informado) ensejou. Ideias estas que não devem se perpetuar para todos nós que sempre sonhamos com um Brasil cada vez melhor.
Bom, mas e a tal notícia da semana? Fico com esta, do economista Mansueto Facundo de Almeida Jr: http://mansueto.wordpress.com/2014/10/28/a-dificuldade-do-ajuste-fiscal/ - aliás, valeria a pena ler seu blog de cabo a rabo.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Queridíssima Cinderela
Estou completamente certo de que
o inferno é apenas uma vitrine do céu.
o inferno é apenas uma vitrine do céu.
Eu só tenho um vestido de vidro para você. Devemos prová-lo?
Não sou o único,
Obcecado com o sol,
Receoso do que encontro,
Quando olho para dentro.1
Sois ao mesmo tempo
Salvação e perdição,
O mais que quero,
O mais que suporto ter
Só os filósofos a saúde escolhem -
Empresários, artistas, não.
Podemos escolher o que somos?
Para dentro, quando olho,
É o mesmo sol que encontro.
Abrir os olhos, fechá-los,
Ao fim talvez seja o mesmo.
Para entender se és gostável,
Preciso checar se és lambível.
Não é preciso o suficiente perguntar:
Mostrarás o que desejas,
E eu perceberei o que eu desejo.
E aquilo que desejamos é muito perigoso.
A bobagem, o pecado, o erro e o errado... É com avidez que alimento o meu corpo, como o mendigo alimenta seus vermes. Não há mal no egoísmo que não exista igualmente no altruísmo. E, lá fora, sempre haverá um mal maior, ameaçando nos vencer.
As frondosas lágrimas é que perfazem a lama do caminho. Não há solução em querer somente para si ou dar-se a tudo. O mundo esvai a cada momento, e ninguém queria que ele parasse mesmo, ainda que pensemos que sim. Inimigos maiores espreitam.
A dor é irremediável, a injustiça é perene e natural, corpos e mentes se corrompem. Tudo o que podemos fazer é evitar a dor e de todas as corrupções ter a coragem de escolher a mais doce. No mundo da luxúria e da cobiça, a coragem sempre se esconde e culpa.
É o diabo que segura os fios que nos movem e suspendem. Nunca alimentarei o outro com a avidez que como. E cotidianamente condeno a fome que não é minha. O único defeito deste mundo, o único verdadeiro pecado, é a falta de alegria.
O único pecado neste mundo roto, sujo, violento e infame é a alegria que não me permito e que não permito a ti. A hiprocrisia de fingir que é nas prisões que decoramos que se encontra o sentido inefável, a beleza transcendente, o bem último que faria a eternidade suspirar.
Porque não quero que encene teus remorsos é que mal enuncio expectativas. Dá-me o que me dás de bom grado, já te tomei o que de ti pude conquistar, o resto deixemos para lá. Nunca te pedi nada, que não tua sinceridade. Deixe-me apenas ver teu corpo nu.
São a tristeza e a raiva os únicos crimes deste mundo: os olhos banhados em lágrimas descontroladas, o sonho do cadafalso, para mim ou para você. Tu o sabes, cara leitora: não traias as alegrias de nossos corpos e não te entregues à pusilanimidade deste mundo...3
-
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1 Almost-translation of: U2 (1997). Staring at the Sun. Island: Pop.
2 Image by: Faster, pussycat! Gif! Gif! (2013). M (1931). Dir. Fritz Lang. Available at: http://fasterpussycatgifgif.tumblr.com/post/54926574926/m-1931-dir-fritz-lang
3 Reference to: Baudelaire, Charles (1857 [2008]). Les Fleurs du Mal. Edition by Josef Nygrin. Available at: http://www.paskvil.com/file/files-books/baudelaire-fleurs.pdf
And You Will Know Us by the Trail of Dead (2002). Sources Tags & Codes. Interscope.
Noteworthy the consultation to the translations of: Ivan Junqueira, E. M. S. Danero, Roy Campbell and William Aggeler.
4 Video by: Modern English (1982). I melt with you. 4AD Records: After the Snow.
sábado, 7 de junho de 2014
Paradoxo da Inteligência n. II
"O tolo realmente pensa ser sábio, contudo o sábio sabe que é um bobo"1
2
(I) Se o problema é ser menos inteligente do que outrem, todas as pessoas do mundo têm este problema, à exceção de uma.
(II) Logo, o problema não deve ser este, e só pode ser o fato de não aceitar que alguém é mais inteligente que você.
(III) Finalmente, aceitar que há pessoas mais inteligentes do que você é a coisa mais inteligente a se fazer.
-
Modelo de raciocínio:
(I) Premissa primeira: Do problema à lógica;
o problema é corretamente situado dentro do contexto, com embasamentos empíricos e possibilidades lógicas verificadas.
(II) Premissa segunda: Da lógica à saúde;
o que é entendido como problema é reinterpretado conforme as possibilidades e potencialidades do corpo3, isto é, as possibilidades de ação: "o que posso fazer a respeito?"
(III) Conclusão:
III.I. A dificuldade de reconhecer que a lógica se submete hieraquicamente à ética cria o aspecto paradoxal; por outro lado,
III.II. Agir em consonância ao maior princípio ético realiza a maior potência do corpo.
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1 Quote by: Shakespeare, William (2014 [1600]). "As You Like it". Available at: http://shakespeare.mit.edu/asyoulikeit/full.html, in: 2014-06-05. Tradução minha.
2 Image by: OpenClips - "Joker clown bauble bells fool jester puppet rod". Available at: http://pixabay.com/en/joker-clown-bauble-bells-fool-161416/, in: 2014-06-05.
3 Cf.: Spinoza, Benedict de. (2014 [1677]). "Ethica Ordine Geometrico Demonstrata". Available at: http://www.ethicadb.org/index.php?lg=en, in: 2014-06-05
terça-feira, 1 de abril de 2014
Deficiência
Mesmo se você é uma das mais de 3 milhões de pessoas que já assistiu a este vídeo, lhe diria que é proveitoso vê-lo, mais de uma vez inclusive.
É como se nos dissesse: "A questão não é se sua deficiência é visível ou invisível mas se você está fazendo algo para superá-la. E mais: se você está contribuindo gentilmente para que outro ser possa superar as suas."
Em outro post falávamos sobre capitalizar o humanismo... É o hábito que forma a mente saudável. Em tudo que se começa, sobretudo quando se começa o dia, é fundamental determinar valores e práticas, zerar os obstáculos mentais e físicos que nos separam daquela pessoa que queremos ser. Evidentemente cada um pode definir seus valores e práticas, de forma independente, tanto quanto o conseguir. Porém o vídeo como exemplo nos mostra que a pessoa que queremos ser dificilmente não passa pela pessoa que as pessoas querem que sejamos. E ao mostrá-lo, estabelece mais uma vez o modelo. Alguém pode achar que é piegas ou não se comover o suficiente, mas dificilmente seria porque esta pessoa viva sem ideais.
Quando alguém estuda, transforma sua passiva participação de telespectador para apropriador de tecnologia. estudar é se expor ao conteúdo mais de uma vez e trabalhar na interpretação dele. comportamento gera atitude e o que faz a atitude ser resiliente e grudar na sua personalidade é a repetição.
É como se nos dissesse: "A questão não é se sua deficiência é visível ou invisível mas se você está fazendo algo para superá-la. E mais: se você está contribuindo gentilmente para que outro ser possa superar as suas."
Em outro post falávamos sobre capitalizar o humanismo... É o hábito que forma a mente saudável. Em tudo que se começa, sobretudo quando se começa o dia, é fundamental determinar valores e práticas, zerar os obstáculos mentais e físicos que nos separam daquela pessoa que queremos ser. Evidentemente cada um pode definir seus valores e práticas, de forma independente, tanto quanto o conseguir. Porém o vídeo como exemplo nos mostra que a pessoa que queremos ser dificilmente não passa pela pessoa que as pessoas querem que sejamos. E ao mostrá-lo, estabelece mais uma vez o modelo. Alguém pode achar que é piegas ou não se comover o suficiente, mas dificilmente seria porque esta pessoa viva sem ideais.
Quando alguém estuda, transforma sua passiva participação de telespectador para apropriador de tecnologia. estudar é se expor ao conteúdo mais de uma vez e trabalhar na interpretação dele. comportamento gera atitude e o que faz a atitude ser resiliente e grudar na sua personalidade é a repetição.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Capitalizar a revolução humanista
Viver, amigo, é ser soldado1
2
3
A educação é uma construção horizontal, vertical, ética, lógica e empírica. A partir desta concepção, é melhor ser honesto do que genial. É melhor ser simples e inteligível do que ser complexo e revolucionário.
O simples fala a todos e pode, portanto, mudar o mundo. O complexo não dialoga com ninguém.
É o pragmatismo que nos diz: não há revolução sem metas. Isso implica, no mínimo, um prazo, um objetivo, dois planos, inúmeras preparações e, o principal, a execução antes da aurora.
Até quando você tem para terminar o que já deveria ter começado?
E quando, finalmente, nosso inimigo chegar - e ele nao está em toda parte? -, Seremos tão rápidos Que estivemos lá antes.
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1Epígrafe por Sêneca, Lúcio Anneo (2012). Aprendendo a Viver. Tradução de Lúcia Sá Rebello. L&PM. P. 98. Citação adaptada.
2Imagem por Lovering, Tom, captando escultura de Cochrane, Marco - Truth is Beauty.
3Música por Gabriel, O Pensador (2001). Até Quando? Sony: Seja Você Mesmo (mas não Seja sempre o Mesmo). Track Number 2.
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sol,
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Space Oddity, Odisseia Espacial
Tanto a busca pela realidade
quanto o gosto pela fantasia
encontram o mesmo fim:
uma cova comum
com um epitáfio ilusório
1 2
-
3 From M. T.'s testament:
"...There must be a control, specially one from the ground, which is safe. Someone check that. Take the pills, 'cause the food we produce is not nutritive anymore, and the edible lifeforms are rare. Those pills will also let you centered on your mission, which is not your chosen mission, is the mission that we designed and designated for you. The pills will avoid distractions and attention driven to your unknown side, which is disturbing and not really you. Turn the engine, 'cause we'll need a lot of automatic resources. It will lead us ahead. We need the machines to produce us what is vital. Now we can ride in a stunning velocity, even though we cannot feel it. The sky and the Earth are blue, and I can barely breathe..."
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1 Image by: Kubrick, Stanley (1968). 2001: a Space Odissey. MGM.
2 Music by: Ramil, Vitor (2000). Estrela, estrela. Satolep Music: Tambong. Track 12.
3 Quote by: Tom, Major (2029). Testament. In: Jones, Davy (1969). Space Oddity. Mercury: David Bowie. Track 1.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Adeus, solidão!
1
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
----
Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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1 Image by: Lilian Maus - N28 A-B, série Área de cultivo
2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
Eu não sei porque culpo tanto os outros,
quando há tanta coisa melhor a fazer.
A noite cai, a vida queda distante;
mas sou crescida, tenho minhas cicatrizes
e o dia nasce por si só.
A solidão ecoa, não é a primeira vez;
hoje tenho um cobertor; amanhã, a maçã -
para me sentir nova de novo,
e voltar a ser algo indispensável,
sorrir como se acreditasse na minha própria potência.
Eu preciso deste pecado -
se na vida não há o certo, cabe errar do meu jeito!
É isso o que sou, não pedi remédio -
mais veneno! Mais veneno!
----
Na perspectiva epistemológica individual, subjetiva (porque a subjetividade implica o individualismo, a singularidade da percepção), quando um morre, tudo morre. Daí a importância de adotar uma perspectiva intersubjetiva, na qual a validade social é possível.
[In the individualistic, subjective epistemological perspective (considering that subjectivity implies the individualism, the singularity of perception), when one dies, everything dies. Hence the importance of adopting an intersubjective perspective, in which the social validity is possible.]
2
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1 Image by: Lilian Maus - N28 A-B, série Área de cultivo
2 Music by: Amy Winehouse - Tears dry on their own
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vício
domingo, 27 de outubro de 2013
Rebelde sem causa
1
2
---
1 Image by: Michael Evans - Gentle Cause
2 Music by: Nei Lisboa - E a Revolução?
(2013-07-14)
2
Não precisamos de causa
Quando somos a causa
---
Rebel without a cause:
We don´t need a cause
When we are the cause
1 Image by: Michael Evans - Gentle Cause
2 Music by: Nei Lisboa - E a Revolução?
(2013-07-14)
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Samuel Eggers
#VemPraRua
Cai um, vem dez.
Não será o mesmo, fará falta. Mas queremos melhor. Esse é nosso legado.
Qual é o melhor lado da história, Samuel? Isso é o que vamos tentar continuando descobrir.
É certo que é tempo de rebeldia, sem visão estreita, raivosa ou dogmática. Vamos lá, temos muito a mostrar e conquistar.
Old man, I am alive like you ARE
Véio, tou tão vivo quanto tu!
Texto dele: Sobre os "dois lados" da históriaNesses tempos complicados que vivemos, e que exigem atenção e pensamento crítico (será que existiu algum tempo que não fosse assim?), justa e frequentemente somos lembrados dos perigos de uma visão de mundo estreita, raivosa e dogmática. E o aviso mais frequentemente usado para nos lembrar disso é a frase "sempre existem dois lados". Eu detesto esta afirmação. Assim mesmo. Detesto-a por vários motivos. O mais pessoal é o cansaço que me dá de ouvir isso desde que me conheço por gente, ou seja, desde que aprendi a falar e me comunicar por meios verbais com o mundo ao meu redor. Seria bastante mesquinho da minha parte fundamentar meu desgosto com a afirmação acima baseado apenas em um sentimento pessoal, mas tenho argumentos mais racionais e epistemológicos para justificar-me. Acredito que falar nos "dois lados de uma questão" é um jeito líquido e certo de nos induzir a pensar em falsas dicotomias. Este enquadre mental de isso ou aquilo acaba por simplificar e limitar qualquer discussão a apenas duas possibilidades, não necessariamente antagônicas. Do meu tempo de calouro da faculdade, lembro das intermináveis e inúteis discussões "terapia cognitivo-comportamental vs. psicanálise" (também representada numa das paredes do nosso diretório com o dramático nome de "a psicanálise versus o resto do mundo"), ou mais recentemente, "médicos vs. outros profissionais da saúde" (dicotomia esta que o Conselho Federal de Medicina vem lamentavelmente incentivando, ao invés de fazer propostas mais interessantes do que a vitimização da classe que representa). Esta afirmação também é um insulto às nossas capacidades cognitivas, pois dá a entender que nós vemos apenas metade do mundo, como se permanentemente tivéssemos um dos olhos vendados, e sempre enxergássemos ou a direita, ou a esquerda. Acredito ser mais adequado dizer que sempre enxergamos o mundo como uma totalidade, mas que, por causa de nossas histórias pessoais, tendemos a priorizar alguma forma de informação do que outras. Isto organizará nossos processos de tomada de decisão de maneiras bastante distintas, e portanto produzirá efeitos diferentes no mundo. Toda visão de mundo, por ser um produto da mente humana, é criada com base em uma compreensão limitada, e que não consegue apreender todas as informações disponíveis no universo cognoscível (isto é - que podemos de fato conhecer). Ainda assim, isto não quer dizer que as visões de mundo não são completas em si mesmo, por que baseadas em uma compreensão limitadas dos fatos como são, seus efeitos ainda serão globais. Por fim, a teoria dos dois lados da verdade dá a entender que o melhor caminho para resolver qualquer disputa é o meio termo, ou a união das duas partes, e que não há nenhuma outra possibilidade de síntese. Para ficar em uma discussão que domino um pouco melhor, a solução para o debate "TCC vs. psicanálise" não é incentivar terapeutas cognitivos a trabalharem o Édipo de seus pacientes como sendo uma "crença disfuncional" distinta, nem os psicanalistas usarem o diálogo socrático ao invés da associação livre. Cada teoria, além de conter todos os componentes necessários para realizar intervenções, é baseada em fundamentos epistemológicos diferentes, e misturá-los significa confundir o raciocínio clínico por trás da intervenção. Em outras palavras, não vai ser "olhando os dois lados" que vai resolver essa questão. Embora às vezes a síntese é a fusão dos "dois lados", na maioria dos casos é necessário usar uma boa dose de pensamento lateral, e procurar a transcendência da questão em outras bandas, o que significa ir além dos dois pontos de vista à disposição. Acredito que, para além de ficar falando "que toda questão tem dois lados", é necessário pensar nos objetivos que nos guiam. Tenho a impressão que, na maioria das discussões que vejo, a preocupação maior é em estar certo - o objetivo dos debatedores é causar o efeito de mostrar para o mundo que eles sabem mais do que os outros sobre o objeto da discussão, e que é secundário fazer algo de concreto. Acho que não estou dizendo nenhuma novidade com isto. O que eu acredito que o papo de "olhar os dois lados da história" tenta incentivar (e fracassa miseravelmente) é uma postura mais aberta aos fatos do mundo, de que há mais de uma maneira de ver uma situação-problema. Podemos começar a fazer isto abandonando essa mania chata de pensar em dicotomias o tempo todo. Disponível em: http://tempoderebeldia.blogspot.de/2013/09/sobre-os-dois-lados-da-historia.html 2013-09-13
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sábado, 31 de agosto de 2013
Maldade de espírito
1
---
1 Image by: Joe Roberts - Horror/Nightmare's Reign
(2013-07-22)
É não saber diferenciar o melhor do suficiente.
---
Evilness of spirit is not knowing to differentiate
the best from the sufficient
1 Image by: Joe Roberts - Horror/Nightmare's Reign
(2013-07-22)
terça-feira, 30 de julho de 2013
Andar para frente é deixar para trás
1
3
---
1 Quote by: Laozi - The Tao Te King. Translated by James Legge.
2 Music by: Os Paralamas do Sucesso (1999) - "Tendo a Lua". EMI Music: Acústico MTV. Track Number 13.
3 Image by: Wandering Soul Eddie - Ship Wreck Black Nab
2"guard against all fulness"
3
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To walk forward is to leave behind
1 Quote by: Laozi - The Tao Te King. Translated by James Legge.
2 Music by: Os Paralamas do Sucesso (1999) - "Tendo a Lua". EMI Music: Acústico MTV. Track Number 13.
3 Image by: Wandering Soul Eddie - Ship Wreck Black Nab
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Langsamer
*
**
“Material dependence implies intellectual servitude.
A man who merely obeys orders loses his pleasure in independent work,
his creative ability, his zest, his best qualities.”
*
"Si quieres un poco de mi
Me deberias esperar
Y caminar a paso lento
Muy lento
Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento
Mas lento
Se delicado y espera
Dame tiempo para darte todo lo que tengo
Se delicado y espera
Dame tiempo para darte todo lo que tengo
Si quieres un poco de mi
Dame paciencia y veras
Sera mejor q andar corriendo
Levanta el vuelo
Si me hablas de amor
Si suavizas mi vida
No estaré mas tiempo sin saber que siento..."
---
1 Music by: Julieta Venegas (2008) - "Lento". Sony International: MTV Unplugged. Track number 9. Lyrics by: Julieta Venegas and Coti Sorokin
2 Image by: Lumi Mae and Apollyon2011 (2010) - "running running"
3 Quotation by: Schacht, H. H. G. (1956). "Confessions of the old wizard: the autobiography of Hjalmar Horace Greeley Schacht". Cambridge, MA: The Riverside Press. (p. 111)
**
***
“Material dependence implies intellectual servitude.
A man who merely obeys orders loses his pleasure in independent work,
his creative ability, his zest, his best qualities.”
*
"Si quieres un poco de mi
Me deberias esperar
Y caminar a paso lento
Muy lento
Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento
Mas lento
Se delicado y espera
Dame tiempo para darte todo lo que tengo
Se delicado y espera
Dame tiempo para darte todo lo que tengo
Si quieres un poco de mi
Dame paciencia y veras
Sera mejor q andar corriendo
Levanta el vuelo
Si me hablas de amor
Si suavizas mi vida
No estaré mas tiempo sin saber que siento..."
---
1 Music by: Julieta Venegas (2008) - "Lento". Sony International: MTV Unplugged. Track number 9. Lyrics by: Julieta Venegas and Coti Sorokin
2 Image by: Lumi Mae and Apollyon2011 (2010) - "running running"
3 Quotation by: Schacht, H. H. G. (1956). "Confessions of the old wizard: the autobiography of Hjalmar Horace Greeley Schacht". Cambridge, MA: The Riverside Press. (p. 111)
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A vida é muito curta para cometer um engano
A vida é muito curta para se arrepender
(Só há enganos enquanto a mente entende
Que é capaz de entender)
A vida é muito curta para construir uma razão
A vida é muito curta para viver sem emoção
Você sabe, quando você vai -
Tudo o que sei
É que seu nariz
É meu engano mais feliz
sábado, 20 de outubro de 2012
Morrer depois
Desfrutar da produção em vez de produzir mais era a ordem do dia... mas quem sempre pretendeu inebriar-se pode se contentar com tão pouco?
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Da Série Princípios de Administração: Seleção de Pessoas
Shakira - Inevitable
Mais convém escolher bem quem se ama
Pois quem ama não escolhe.
domingo, 8 de maio de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
TUDO é uma questão de prioridade
O que preferes?
O que queres fazer primeiro?
O que pretendes que aconteça antes?
O que queres fazer primeiro?
O que pretendes que aconteça antes?
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